Carlos Costa, em um ensaio, levanta a questão sobre o crescimento e desenvolvimento da economia cabo-verdiana. Embora a economia tenha crescido, a preocupação é se esse crescimento resulta em desenvolvimento real. A dependência do turismo e a concentração de investimento nesse setor são destacadas como fatores que limitam a diversificação e o valor acrescentado local. O investimento direto estrangeiro é significativo, mas a maioria destina-se ao turismo e à imobiliária, o que gera pouco valor local. A questão central é como transformar o crescimento em um processo que beneficie a economia local, com melhores salários e produtividade. A disparidade entre o salário mínimo e o custo de vida é alarmante, e a atualização proposta do salário mínimo é considerada insuficiente sem um aumento correspondente na produtividade.
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